Al-Gharafa, do Qatar, tem na sua história craques e técnicos brasileiros

Al-Gharafa, do Qatar, tem na sua história craques e técnicos brasileiros

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Equipe, que é sete vezes vencedora da Liga do Qatar, já teve Amaral, Tardelli, Juninho Pernambucano e mais

Sete vezes vencedor da Liga do Qatar (ou Liga do Catar), o Al-Gharafa já foi a casa de inúmeros craques brasileiros. Entre os atletas de destaque, Amaral, Diego Tardelli, Fernandão, Zé Roberto e Juninho Pernambucano.

Outros foram: Araújo, Ramon Menezes, Rodrigo Mendes, Sergio Ricardo e Sonny Anderson.

O clube teve, ainda, uma série de técnicos do Brasil. Foram eles: Celso Roth, Marcos Paquetá, Caio Júnior, Silas e Péricles Chamusca.

Time do Al-Gharafa hoje

Hoje, a equipe é formada pelos goleiros Abdullah Abdulwahab e Qasim Burhan; os defensores Adbullah Musa, Tomim Al Muhaize, Hammam Ahmed, Andrei, Thamer Jamal, Disse Hajj, Elias Ahmed, Hector Mourinho, Youssef Moftah e Mahdi Ali.

(Foto: Reprodução/NetVasco)

No meio de campo, jogam Mohammad Ali, Nasser Al-Ahrq, Abdul Ghani Munir, Abdullah Ali, Moaz Al Jalni, Sufian Hani, Adlan Kaddoura e Jachul Koo. Por, completam o time os atacantes Vladimir Weiss, Mohamed Zidan, Ahmed Al Janahi, Amr Siraj, Ahmed Alaa e Othman Al-Ehri.

Títulos do clube

O Al-Gharafa é sete vezes campeão da Liga do Qatar. Ele venceu as temporadas de 1992-93, 1998/1999, 2002/2003, 2004/2005, 2007/2008, 2008/2009 e 2009/2010.

Além disso, ele é o campeão da Copa Emir em seis ocasiões. Foram elas: 1995, 1996, 1997, 1998, 2002, 2009, 2012.

Ele também já faturou uma Copa do Príncipe do Qatar (2000) e uma Recopa Árabe (1999).

Em competições Asiáticas, conseguiu o terceiro lugar na Liga dos Campeões da AFC na temporada 2002/2003 e chegou às quartas de final da Recopa da AFC. Foram três participações neste torneio.

(Foto: Site oficial do Al-Gharafa)

História do Al-Gharafa

O Al-Gharafa teve sua fundação no distrito de Al Gharrafa, em Al Rayyan, em 1979. À época, ele teve o nome de Al-Ittihad. No mesmo ano de criação, a equipe foi oficialmente incorporada à Federação de Futebol do Qatar.

Seu nome atual, Al-Gharafa Sports Club, foi colocado em 2004, a fim de representar o distrito que pertence. Ele tem como fundadores: Sheikh Mohammed bin Jassim Al-Thani, Sheikh Hamad bin Jassim Al-Thani, Sheikh Hamad bin Faisal Al-Thani, Sheikh Ali bin Abdullah Al-Thani e Saad Mohammed Al-Rumaihi.

Vale destacar, por ser relativamente mais jovem que outros times do Qatar, o Al-Gharafa iniciou sua trajetória na segunda divisão. Logo na estreia, ele foi campeão da temporada 1979/1980. À época, o técnico era o egípcio Mahmoud Abu Rujaila.

Estádio do clube

O estádio do clube é o Thani bin Jassim – ou Estádio Al-Gharafa. Além de hospedar o Al-Gharafa, ele recebe uma série de outras partidas e torneios regionais, bem como internacionais.

Inclusive, ele foi usado na Copa da Ásia de 2011 e está previsto como sede da Copa do Mundo de 2022.

Ele possui capacidade para 25 mil torcedores.

Juninho Pernambucano, o craque

Juninho Pernambucano jogou no Al-Gharafa de 2009 a 2011. Com a camisa cinco do clube, ele conquistou a Copa Emir e a Liga Qatar (o tricampeonato consecutivo do Clube). Inclusive, ele chegou a ser eleito o melhor jogador da temporada do Qatar.

Ao todo, foram 66 jogos e 22 gols pelo clube. Logo na estreia, Juninho fez um gol na vitória de 3 a 2 contra o Al-Wakra, pela primeira rodada da Copa Sheik Jasim.

Após o sucesso no país árabe, ele acertou o retorno ao seu time do coração, o Vasco da Gama. Ele tinha 36 anos.

Apesar de ter sido revelado pelo Sport aos 16 anos, onde atuou de 1993 a 1995, foi no Vasco que Juninho se encontrou. Ele jogou no clube de 1995 a 2001 e depois de 2011 a 2012, com breve passagem no New York Red Bulls e, por fim, mais uma vez no time carioca, em 2013, onde encerrou a carreira aos 39 anos. O atleta também passou pelo Lyon, na França (2001 a 2009), onde também ídolo.

Pela seleção brasileira, Juninho teve quatro jogos em 1999, três em 2000, quatro em 2001, quatro em 2003, 11 em 2004, 11 em 2005 (com três gols) e seis em 2006 (também três gols). Foram 40 partidas ao todo.

Títulos de Juninho Pernambucano

Sport: Campeonato Pernambucano de 1994; Copa do Nordeste de 1994.

Vasco da Gama: Campeonato Brasileiro de 1997 e 2000; Campeonato Carioca de 1998; Taça Guanabara de 1998 e 2000; Taça Rio de 1998 e 1999; Copa Libertadores da América de 1998; Torneio Rio-São Paulo de 1999; Copa Mercosul de 2000.

Lyon: Campeonato Francês de 2001/2002, 2002/2003, 2003/2004, 2004/2005, 2005/2006, 2006/2007 e 2007/2008; Supercopa da França de 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007; Copa da França de 2007/2008.

Al-Gharafa: Qatari Stars Cup de 2009; Liga do Qatar de 2009/2010; e Qatar Crown Prince Cup de 2010/2011.

Seleção Brasileira: Copa das Confederações de 2005

Prêmios individuais: Seleção do Campeonato Brasileiro de 1997; Bola de Prata de 2000; Melhor Estrangeiro na França em 2004; Equipe ideal da Ligue 1 de 2002/2003, 2003/2004, 2004/2005, 2005/2006 e 2006/2007; Jogador do mês da Ligue 1 em Fevereiro de 2005, Março de 2005 e Outubro de 2007; Melhor jogador da Ligue 1 em 2005/2006; Equipe do Ano ESM em 2005/2006 e 2006/2007; e Melhor Jogador da temporada no Qatar em 2009/2010.

Foto: Site oficial do Al-Gharafa)

Treinador Caio Júnior

O treinador Caio Júnior atuou no Al-Gharafa de 2009 a 2011, quase no mesmo período que Juninho Pernambucano passou pela equipe. Ele encerrou a carreira, precocemente, como técnico da Chapecoense, quando faleceu em um acidente aéreo na queda do voo 2933 da LaMia, em 28 de dezembro de 2016.

Seu último prêmio foi a Copa Sul-Americana póstuma que a Chape venceu naquele ano. Ele ainda tem como prêmios: a Copa do Golfo Árabe de 2014/2015 pelo Al Shabab; o Campeonato Baiano de 2013 com o Vitória; a UAE President's CUP de 2012 com o AL-Jazira; o Campeonato do Qatar 2009/2010, Stars Cup 2009 e Copa do Sheik Tamim de 2009 pelo Al-Gharafa e mais.

Ele, que também foi jogador, treinou o Paraná (2000 a 2003 e em 2006), o Cianorte (2003 a 2004), o Londrina (2004), o Cianorte novamente (de 2004 a 2005), o Gama (2005 a 2006), o Palmeiras (2007), o Goiás (2008), o Flamengo (2008), o Vissel Kobe (2009), o Al-Gharafa (2009 a 2011), o Botafogo (2011), o Grêmio (2012), o Al-Jariza (2012), o Bahia (2012), o Vitória (2013), o Criciúma (2014), o Al Shabab (2014 a 2016) e a Chapecoense (2016).