Sem títulos expressivos, o Radnički Niš criou o craque Dejan Petković

Sem títulos expressivos, o Radnički Niš criou o craque Dejan Petković

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Pet começou a carreira no clube em 1988 e foi o mais jovem a jogar pela antiga Primeira Liga Iugoslava

O Radnički Niš foi a primeira casa do craque Dejan Petković, conhecido pelos brasileiros como Petković ou somente Pet. O clube que hoje é sérvio – ele fazia parte do país natal de Pet, a Iugoslávia – teve fundação em 24 de abril de 1923, mas foi na temporada 1925/26 que disputou a Liga de Futebol da Freguesia da Morávia e deu um início mais profissional a suas atividades.

A equipe chegou a suspender seus trabalhos por causa de uma ditadura no país nos anos 1920 e pela Segunda Guerra Mundial, mas com a renovação, em 1945, não parou mais. Vale lembrar, ainda, que a equipe representava a Iugoslávia nas copas europeias, país que se dissolveu após o fim da União Soviética – já a Sérvia só se tornou independente em 2003.

Mas de volta ao presente, atualmente o time de Niš é treinado por Vladimir Otasevic. O sérvio de 35 anos é ex-zagueiro da seleção do país.

(Foto: Site oficial do Radnički Niš)

No campo, o clube tem: os goleiros Borivoje Ristic, Milorad Kojic, Stefan Ilic e Dimitrije Stevanović; os defensores Žarko Marković, Nikola Stevanović, Nikola Aksentijevic, Petar Ćirković, Nikola Stankovic, Andrija Markovic, Dragan Nedeljkovic e Dragan Nedeljkovic; os meio-campistas Ognjen Bjelicic, Nenad Sljivic, Aleksandar Kovacevic, Todor Petrovic, Dušan Pantelić, Stefan Mitrovic e Petar Đuričković; bem como os atacantes Ognjen Đuričin, Nenad Gavrić, Filip Kasalica, Filip Markovic, Veljko Trifunovic, Ilija Spasic, Petar Ristic, Aleksa Dušanić e Kristijan Zivkovic.

Pet, lenda do Radnički Niš

Mesmo sem títulos expressivos, o Radnički Niš se orgulha de seus craques. Entre as lendas, Miodrag Knezevic, Dragan Holcer, Dusan Mitosevic, Dragan Pantelic, Milovan Obradovic, Dragan Stojkovic, Sasa Stojanovic e, claro, Dejan Petković.

Se para nós, brasileiros, ele é Pet, na Sérvia é conhecido como Rambo. Natural de Majdanpek, onde nasceu em 10 de setembro de 1972, Dejan começou a carreira em 1988, no Radnički de Niš. Ele foi o jogador mais jovem do país a disputar uma partida oficial da antiga Primeira Liga Iugoslava, quando estreou em 25 de setembro de 1988, aos 16 anos e 15 dias de idade.

O jogo foi contra o Zeljeznicar Sarajevo. O Radnički levou a melhor por 4 a 0 e garantiu os 3 pontos. Pet, ressalta-se, permaneceu no clube de Niš até 1992. Ele jogou 53 partidas e fez 34 gols.

Depois disso, seguiu para o Estrela Vermelha, Real Madrid, Racing, Veneza, Sevilha, Flamengo, Vasco da Gama, Xangai, Al Ittihad, Fluminense, Goiás, Santos e Atlético Mineiro. No Brasil, inclusive, é ídolo, especialmente do Flamengo, equipe na qual venceu um Campeonato Brasileiro, em 2009.

Ele é considerado, até mesmo, o maior ídolo estrangeiro do rubro-negro brasileiro. Lista elaborada por especialistas dos jornais O Globo e Extra, em 2020, o colocaram como o nono favorito da história do time do Rio de Janeiro.

O jogador era especialista em cobranças de faltas, escanteios e lançamentos. Seus passes eram precisos, o que lhe rendeu três vezes o troféu Bola de Prata da ESPN. Hoje ele trabalha como comentarista do canal SporTV.

Pet no Estrela Vermelha, após deixar Radnički Niš (Foto: Reprodução)

Momento polêmico

Em 2019, o ex-jogador e comentarista se envolveu em uma polêmica – ao vivo. Ele defendeu o ex-ditador da União Soviética, Joseph Stalin, durante debate com André Rizek.

A discussão começou por causa de um jogador do time La Equidad, da Colômbia: Stalin Motta. Rizek iniciou os comentários ao questionar se os pais de Motta queriam homenagear “o sanguinário ditador soviético” e Pet reagiu. Confira o diálogo:

Petković: Pera aí, sanguinário? Pera aí, cuidado.

Rizek: Como, cuidado? É um fato.

Petković: É um fato por quê?

Rizek: História.

Petković: História de que?

Rizek: Da humanidade. Livros, história, registro, datas.

Petković: A que história você se refere?

Rizek: Da humanidade. Joseph Stalin, governou a União Soviética por quase três décadas.

Petković: Governou a União Soviética…

Rizek: E matou muita gente. Muita gente.

Petković: Isso foi em guerras.

Rizek: Em guerras, não, foi internamente também. Ele dizimou a oposição.

Petković: Foi um líder comunista… Até 1953.

Rizek: É, sanguinário, um dos mais cruéis ditadores da história da humanidade. Embora com um papel importante na Segunda Guerra, quando a União Soviética ajudou a derrotar o nazismo, internamente… E até externamente, já que na Polônia ele é temido e odiado. Mais até do que o Hitler. Não sei qual foi o gosto do pai do Stalin Motta. Mas, política à parte, história à parte, o Galo começou a Sul-Americana dizendo que o torneio era qualquer coisa, que não queria, e agora é a menina dos olhos de ouro.

Bom momento do Radnički Niš

Apesar de abrigar e revelar craques, como Pet e Dragan Stojkovic (ex-capitão da seleção Iugoslava), o Radnički Niš não possui nenhum título de relevância, como já mencionado. Mas a temporada 2018/19 foi histórica para a equipe.

Na temporada, o Radnički conseguiu chegar ao segundo lugar da Superliga da Sérvia pela primeira vez. O vice-campeão conseguiu 25 vitórias em 37 partidas disputadas no torneio.

Além disso, foram dez empates e duas derrotas, que, pelas regras do torneio, renderam 48 pontos – seriam 85 pontos no cálculo real. No saldo, foram 71 gols marcados e 30 gols sofridos. À época, o time tinha como treinador Nenad Lalatović.

Entre os destaques, o melhor marcador da liga também estava no time de Niš: Nermin Haskić. O atleta balançou a rede no campeonato em 24 ocasiões, o que lhe rendeu o troféu “Slobodan Santrač”.

Outro prêmio que a equipe recebeu ao fim da competição foi o troféu “Fair Play”. A honraria é concedida por meio de avaliações dos delegados presentes nas partidas do campeonato.

Mas não para por aí: três jogadores do clube entraram na seleção oficial e ideal da Super League da Sérvia. Foram eles: Nermin Haskić, Nikola Drinčić e Radovan Pankov.

Outra competição da temporada 2018/2019

O Radnički Niš também foi longe na Copa da Sérvia. O clube chegou a semifinal, mas perdeu para o Partizan. O resultado da partida foi um amargo 2 a 1.

Os jogos anteriores foram de vitória sobre o Bežanija (4 a 1); contra o Budućnost de Dobanovac também (4 a 1); e contra o Voivodina (2 a 1).

(Foto: Site oficial do Radnički Niš)

Estádio

No uniforme, o clube de Niš usa vermelho, branco e azul. Na cidade, a casa do Radnički é o Estádio Chair (Čair Stadium). O local também tem como apelido “o Real de Nisava”.

A arena tem capacidade para abrigar 18.151 torcedores.